Chegou aquela época do ano que o nosso bolso adora (só que não): é hora de encarar o IPTU e IPVA. Dois boletos que parecem até personagens de um reality show financeiro — só que, no lugar do prêmio milionário, o desafio é manter as contas em dia sem perder o sono.

Mas calma! Antes de entrar em pânico, vamos entender como lidar com esses impostos e decidir o que é melhor: pagar à vista ou parcelar? O segredo para descomplicar está aqui!

Por Me Poupe!

O que são IPTU e IPVA?

  • IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano): o IPTU é a “taxa de assinatura” do seu cantinho no mundo real. Cobrado pelas prefeituras, o valor varia de acordo com o tamanho, localização e valor do seu imóvel. E, geralmente, é possível parcelar o valor total em até 10 ou 12 vezes.
  • IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores): é o famoso “aluguel” que você paga ao estado por ter um carro. O valor varia de acordo com o estado e o modelo do veículo, sendo calculado com base na Tabela Fipe. Em geral, fica entre 2% e 4% do valor do carro. Diferente do IPTU, ele geralmente pode ser parcelado em menos vezes, algo entre 3 até 6 prestações.

Agora que você conhece os protagonistas dessa história, vamos ao que interessa: como pagar sem comprometer seu planejamento financeiro?

Pagar IPTU e IPVA à vista: quando essa opção faz sentido?

Se você é do time que ama um desconto, pagar à vista pode ser a melhor escolha. Muitos estados e prefeituras oferecem reduções que variam de 3% a 10% no valor final. Mas, antes de sair desembolsando tudo, tenha certeza de que:

  1. Você tem o dinheiro em mãos: nada de usar a reserva de emergência ou, pior, contrair uma dívida para aproveitar o desconto no IPTU e IPVA. O pagamento à vista só compensa se não comprometer seu orçamento.
  2. A rentabilidade do desconto é maior que um investimento: por exemplo, se o desconto é de 5%, mas você tem um investimento rendendo 8% no mesmo período, pode ser mais vantajoso pagar parcelado e aplicar o dinheiro. Mas lembre-se: isso só vale se você tiver organização para pagar as parcelas em dia.
  3. Você evita dívidas futuras: pagar tudo de uma vez elimina o risco de juros e multas por atrasos.
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Parcelar: uma estratégia viável

Nem todo mundo consegue pagar à vista. E tá tudo bem! A opção de parcelamento está aí exatamente para isso. Mas, para evitar que as parcelas virem uma bola de neve, siga estas dicas:

  1. Crie um planejamento financeiro: liste todas as parcelas do IPTU e IPVA e encaixe-as no seu orçamento.
  2. Fique de olho nas taxas: alguns estados ou prefeituras podem cobrar juros no parcelamento do IPTU e IPVA. Compare o custo total das parcelas com o valor à vista antes de decidir.
  3. Crie lembretes, cole post-its, o que for preciso: mas não esqueça de pagar o imposto todos os meses. Gastar dinheiro a mais pagando multa porque esqueceu do boleto é pura burrice. Dói, né? Mas é verdade.

Então, vale a pena parcelar?

Depende. No caso do IPTU, vale avaliar o desconto oferecido. Em São Paulo, por exemplo, esse valor corresponde a 3% do valor total do boleto. Sim, bem mixuruca. Considerando que você pode parcelar este imposto em até 12 vezes, você facilmente irá encontrar um investimento que te pague um rendimento melhor nesse mesmo período.

Suponhamos que o valor do seu IPTU ficou em R$3.500. Pagando à vista, teríamos uma parcela única de R$3.395, ou seja, uma economia de R$105. 

Agora, pensa se você investir esses mesmos R$3.395 em um fundo pré-fixado com rendimento de 12% ao ano? Em 10 meses, você terá R$3.663,15 – Uma diferença de R$269,15 em rendimentos! Lembre sempre que o dinheiro tem valor no tempo, então, os descontos à vista precisam ser avaliados pra fazerem sentido ou não.

Já no caso do IPVA, o cenário muda um pouco, justamente porque a quantidade de parcelas é menor. Dificilmente você encontrará um investimento que te pague, com segurança, um rendimento equiparável ao desconto oferecido em um prazo tão curto, de 3 a 6 meses. Então, aqui, a melhor opção é pagar à vista com desconto!

Dicas de ouro para economizar

  1. Prepare-se com antecedência: todo ano o IPTU e IPVA chegam. Esse não é um gasto inesperado. Então, em vez de fingir surpresa em janeiro, se prepare para esses gastos ao longo do ano.
    • Exemplo: para um IPVA de R$ 2.400,00, guarde R$ 200,00 por mês.
  2. Avalie a necessidade de um carro: o IPVA está pesando? Repense se ter um carro é realmente necessário. Talvez seja a hora de vender ou trocar por um modelo mais barato. Dependendo de quanto você roda com o carro por mês, talvez seja até mais vantajoso substituir por aplicativos de transporte.
  3. Fique de olho em isenções: em muitos estados, carros antigos estão isentos de IPVA. Pesquise as regras locais e veja se você se encaixa.

Presta atenção, criatura!

Desde 2020, nada de IPTU e IPVA chegando pelo correio. E nem adianta dar a desculpa de que não pagou porque não recebeu a cartinha impressa! Agora, você pode acessar os dados no site da prefeitura (para o IPTU) ou usar o RENAVAM do carro (para o IPVA) diretamente nos bancos.

Passo a passo:

  1. Acesse o site da prefeitura ou do Detran do seu estado.
  2. Informe os dados necessários (RENAVAM ou Registro do Imóvel).
  3. Escolha a forma de pagamento: à vista ou parcelado.

Seja qual for a sua escolha, NÃO deixe de pagar os impostos. Caso você escolha ignorar os boletos, a multa (e a dor de cabeça) é gigante. E ninguém quer começar o ano com uma nova dívida, não é?

E lembre-se: organizar as finanças é um passo essencial para começar o ano com o pé direito. Seja com carro ou com casa, o importante é transformar o IPTU e IPVA em parte do seu planejamento, e não em um pesadelo financeiro. Até porque, aqui na Me Poupe!, a gente sabe que enriquecer começa com escolhas inteligentes!

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